quinta-feira, 12 de julho de 2007

Democratização do livro – Acesso a quem não tem


Devido as minhas incursões nas comunidades do bairro da Penha e complexo do Alemão(Subúrbio do Rio de Janeiro), com o Lanchinho literário pude perceber o quanto crianças de comunidades de baixa renda tem fascínio pelo universo e objeto livro.
Visitei diversas comunidades do bairro, com má distribuição de renda, índice de desenvolvimento baixíssimo e falta de perspectivas. As crianças, adolescentes e jovens não conseguem enxergar um futuro adiante.
Conhecem poucos movimentos culturais e tem poucas oportunidades de desenvolver o senso crítico, tornado-se um cidadão consciente de seus direitos e deveres. Tudo por falta do hábito da leitura.
O livro não está presente constantemente na vida destas pessoas, existem diversas restrições, tais como falta de cultura da leitura. Lêem pouco, pois não tem acesso a literatura de qualidade e existem poucos programas que estimulam o gosto pela leitura nestas comunidades.
Além da falta de cultura da leitura (Muitas das vezes eles optam por movimentos culturais tradicionais da periferia, tais como esportes, bailes funk, pagode e etc.).
São movimentos presentes e de vanguarda, muitas crianças crescem neste ambiente e não tem a oportunidade de experimentar outros movimentos culturais tais como o cinema, teatro, circo, literatura e etc.
Quando são apresentados a eventos que não fazem parte de sua realidade como é o Lanchinho literário, eles são completamente envolvidos com o arcadismo das atividades que incentivam a leitura e cultura.
Ficam fascinadas pelo encanto do objeto livro, pela magia das histórias apresentadas, lêem com gosto, devoram os livros com voracidade, são carentes, não só financeiramente e socialmente. São carentes de cultura.
O lanchinho literário do ler é 10-leia favela comprova a criatividade do brasileiro. Através de idéias criativas, há como reverter situações de risco social e cultural.
A leitura pode muito contribuir para o desenvolvimento do nosso grande Brasil. É preciso intensificar o incentivo, capacitar promotores e mediadores de leitura, criar espaço de leitura em comunidades, periferias, subúrbios, dar acesso a quem não tem.
Crianças gostam de ler, isso é obvio e evidente, elas só não tem o acesso devido. Bato incansavelmente na mesma tecla: Acesso a quem não tem.

Otávio Jr.

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