segunda-feira, 23 de julho de 2007

Ler é 10 - leia favela do Caracol para o mundo das letras


O nosso projeto está indo longe; e irá mais longe ainda!

Leia favela, mostrando que é possível a favela ter a cultura da leitura.


sexta-feira, 20 de julho de 2007

O livreiro do Alemão


Com o sucesso editorial “O livreiro de Kabul”, percebi que sou o livreiro do “Alemão”, vejo muitas semelhanças entre o meu trabalho e o dele, somos promotores de leitura em paises diferentes e com problemas semelhantes: Os confrontos a mão armada.
Ele estará na bienal do livro do Rio, quem sabe um encontro entre o livreiro de Kabul e o livreiro do “Alemão”.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Meu maior sonho


Sonho todo dia com uma nova geração de leitores oriundos de comunidades.
Trabalho diariamente para realizar esse sonho.
E afirmo com veemência: não é utopia, é uma realidade que poucos querem enxergar.

Eu acredito.

Pé de livro – Flip 2007


Quem dera que livro desse em árvores, o povo se alimentaria com os frutos da palavra.
Imagino um moleque subindo em árvore para pegar um livro fresquinho, ou um trabalhador descansando o almoço lendo.
Imagina só, uma mãe indo na feira comprar livros para os filhos. É bom se alimentar de palavras, o povo também necessita desse alimento. Quem dera ter pé de livros espalhados pelo Brasil.

terça-feira, 17 de julho de 2007

A infância no alemão


Crianças brincam; brincam de ninar, brincam de sonhar.
Também brincam de um mundo melhor, as crianças do complexo do alemão querem paz.
Dois meses sem aula, sem ter o direito da educação, diversão, de convívio social. A escola é a melhor forma de convívio social na infância.
Criança também brinca de fazer som de bomba, som de tiro. Isso é o legado de quase três meses de confrontos.
Olha que ironia: em vez dessas crianças estarem na escola aprendendo o som das letras, estão confinadas na comunidade aprendendo o som da guerra.
Eu como promotor de leitura, tenho feito a minha parte para amenizar um pouco essa ironia que os burocratas governantes não vêem.
Através do ler é 10-leia favela, desenvolvemos várias atividades para o incentivo a leitura e estudo.
Fiquei muito feliz em ver crianças com tendo contato com os livros e leitura, naqueles momentos elas esqueceram da guerra que acontecia na comunidade e embarcaram no universo mágico da leitura.
As crianças do complexo também gostam de brincar de ler!

Eu queria ser super herói – o super-homem livro


Queria ser um super herói e ter poderes especiais para levar livros, história em quadrinhos e apresentar a leitura a crianças de comunidades do Rio, Brasil e mundo.
Infelizmente sou um mero ser humano, com minhas forças limitadas, mas com idéias, criatividade e muito amor e força de vontade, acho que meus poderes especiais são esses. Acredito na força do sonho e sei que posso vencer!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Uma cidade de pequenos leitores


Fiquei encantado com a estrutura da flipinha, que enfeitou a praça da matriz com cores, livros, bonecos gigantes e muitas crianças lendo.
Uma parada na moral foi a árvore livro, no qual os frutos eram os livros e crianças e seus pais ficavam lendo debaixo de uma sombrinha deliciosa, uma boa idéia para incentivar a leitura.
Outra coisa que funcionou bem foram os debates e encontros com autores na tenda da flipinha, um momento bem legal e de integração de público com autores e ilustradores.
Esse é o diferencial de Paraty, essa troca bem calorosa de autores e o público.A biblioteca da tenda da flipinha também é bem pensada, vi diversas crianças lendo e interagindo com a família. Sai de Paraty com muitas idéias para incentivar a leitura no gueto carioca.

domingo, 15 de julho de 2007

Flip 2007 - respirando literatura


Semana passada estive na Flip, meu evento literário fetiche.
Confesso que passei um perrengue, dormi dois dias na praça da matriz, mas tudo bem, fiquei muito feliz de participar de um evento grandioso como a Flip.
Conheci o escritor mexicano Guillermo Arriaga (roteirista de Babel, 21 Gramas, Amores Brutos e Os Três enterros de Melquiades Estrada).
Participei da palestra “sobre meninos e lobos”, com Paulo Lins e Ishmael Beah, um ex-soldado menino, da guerra civil da Serra Leoa.
Destaco a participação de autores latinos com César Aira, Alan Paus, Ignácio Padilha e Rodrigo Fresán.
Senti o calor de um público; um público apaixonado por literatura.
Paraty respirou literatura durante cinco dias. É possível essa integração de uma cidade com o universo do livro.
Penso nesta integração também em comunidades.
Deixando há Flip um pouco de lado, sonho com a feira do livro da vila Cruzeiro, Bienal do livro da Maré, Festa literária da Mangueira, Encontro de escritores do Capão Redondo, Festival de poesia de Vila Isabel, Feira do livro infantil de Heliopólis.
Acho que não é um sonho distante, é bem possível.
Voltando a Filp, posso dizer que conheci muita gente interessante, respirei o clima da cidade, voltada à literatura. Isso que é vida, isso é amor, amor ao livro.

Vou a Flip desde 2003, na sua primeira edição, até 2008.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Dez passos para incentivar à leitura em comunidade de baixa renda


1. Desmistificar a leitura nas comunidades.
2. Implantar um projeto de incentivo com linguagem acessível ao público-alvo, com atividades continua, atraentes e permanentes.
3. Acompanhar a educação básica das crianças, estimulando o estudo.
4. A escola é importante na formação do leitor.
5. Incentivar à leitura familiar.
6. É importante a participação dos pais na educação das crianças.
7. Formar multiplicadores culturais e mediadores de leitura nas próprias comunidades.
8. Fazer do objeto livro um meio de comunicação, entretenimento e diversão. Aos pais incentivar a leitura de periódicos.
9. Criar espaços de leitura comunitários.
10. Democratizar o acesso ao livro.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Democratização do livro – Acesso a quem não tem


Devido as minhas incursões nas comunidades do bairro da Penha e complexo do Alemão(Subúrbio do Rio de Janeiro), com o Lanchinho literário pude perceber o quanto crianças de comunidades de baixa renda tem fascínio pelo universo e objeto livro.
Visitei diversas comunidades do bairro, com má distribuição de renda, índice de desenvolvimento baixíssimo e falta de perspectivas. As crianças, adolescentes e jovens não conseguem enxergar um futuro adiante.
Conhecem poucos movimentos culturais e tem poucas oportunidades de desenvolver o senso crítico, tornado-se um cidadão consciente de seus direitos e deveres. Tudo por falta do hábito da leitura.
O livro não está presente constantemente na vida destas pessoas, existem diversas restrições, tais como falta de cultura da leitura. Lêem pouco, pois não tem acesso a literatura de qualidade e existem poucos programas que estimulam o gosto pela leitura nestas comunidades.
Além da falta de cultura da leitura (Muitas das vezes eles optam por movimentos culturais tradicionais da periferia, tais como esportes, bailes funk, pagode e etc.).
São movimentos presentes e de vanguarda, muitas crianças crescem neste ambiente e não tem a oportunidade de experimentar outros movimentos culturais tais como o cinema, teatro, circo, literatura e etc.
Quando são apresentados a eventos que não fazem parte de sua realidade como é o Lanchinho literário, eles são completamente envolvidos com o arcadismo das atividades que incentivam a leitura e cultura.
Ficam fascinadas pelo encanto do objeto livro, pela magia das histórias apresentadas, lêem com gosto, devoram os livros com voracidade, são carentes, não só financeiramente e socialmente. São carentes de cultura.
O lanchinho literário do ler é 10-leia favela comprova a criatividade do brasileiro. Através de idéias criativas, há como reverter situações de risco social e cultural.
A leitura pode muito contribuir para o desenvolvimento do nosso grande Brasil. É preciso intensificar o incentivo, capacitar promotores e mediadores de leitura, criar espaço de leitura em comunidades, periferias, subúrbios, dar acesso a quem não tem.
Crianças gostam de ler, isso é obvio e evidente, elas só não tem o acesso devido. Bato incansavelmente na mesma tecla: Acesso a quem não tem.

Otávio Jr.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

literatura em espanhol


Ontem estive no encontro literário no CCBB/ RJ, com a participação de César Aira (escritor argentino), Marçal Aquino (grande escritor e roteirista brasileiro) e Guillermo Arriaga (super escritor e roteirista mexicano, autor de Amores Brutos, 21 Gramas e Babel) conheci esse escritor na Flip, ele me deu o maior apoio, ouviu os meus projetos de incentivo a leitura, super 10.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Leitores adormecidos no gueto

Fala-se do baixo índice de leitura do brasileiro e muito tem feito para aumentar esse índice (media de 1,8 livro por ano), vejo o interesse do governo federal que criou o PNLL (plano nacional do livro e leitura), instituições pessoas e ONGs, que trabalham em prol da difusão do hábito da leitura.
Não entendo por que muitos profissionais do meio editorial não abraçam a causa, visando que o crescimento do índice de leitura e a formação de novos leitores, manterão cadeia editorial nos próximos anos.
Existe uma classe excluída pela sociedade, tanto economicamente, socialmente, culturalmente. O povo dos guetos brasileiro.
Muitos desses leitores adormecidos, que gostam de ler e não tem o acesso ao livro de qualidade, devido às limitações financeiras.
A maioria da população brasileira vive no gueto, sem acesso ao saneamento básico, educação, profissionalização e acesso à cultura.
Por que não há o interesse de algumas pessoas da classe editorial em difundir o hábito da leitura nessas comunidades? Por que lá não tem leitores consumistas ávidos?!
Penso no futuro dessas pessoas, de condições iguais de estudos e de desenvolvimento intelectual e profissional, em um espaço de tempo tornará um profissional e poderá alimentar a cadeira editorial e cultural.
Imagino no futuro de igualdade e por isso é preciso investir no futuro leitor desses guetos, que estão adormecidos.
É preciso investir na criação desses leitores em potencial, será importante para todos, para o nosso país, para essas pessoas, que terão o direito de questionar, de ter informações, entretenimento e o direito de igualdade.
Será importante para o mercado editorial, que investirá em um novo tipo de leitor, com necessidades especiais e de novos gêneros.
Agora imagine: uma criança de oito anos que é apresentada à leitura, toma gosto pelos estudos, aos 14 lerá que ler livros adotados no ensino fundamental; lerá livros no ensino médio; terá que consumir livros universitários na faculdade.
Agora vá mais além: imagine essa pessoa formada, consumindo livros, pai ou mãe, lendo na presença dos filhos.
Não sinto que seja utopia. É uma realidade que não é testada. Acredito na mudança da mentalidade das autoridades do mercado editorial brasileiro, se almejam aumentar o hábito da leitura, comece pelas comunidades de baixa renda, lá tem muitos leitores adormecidos e com potencial.


Otávio Jr
02-06-2007

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Caldeirão do Huck


Eu no Caldeirão do Huck, momentos de emoção no quadro
"Agora ou Nunca"

Vencendo a batalha no complexo

“Eu venci: venci a intolerância, o medo, o descaso, a falta de perspectivas, a falta de oportunidades, venci o bem, que mostra força bruta, venci o mal que está instalado a anos e agora querem combate-lo como se fosse uma guerra de ego.
Eu venci: venci as balas, não que eu seja imortal, escrevi textos no meio do caos, ouvindo tiros, granadas, gritaria.
Venci uma batalha: no meio da guerra do complexo, pude incentivar a leitura, levando e apresentando o amor e prazer que ela proporciona a mais de 400 crianças, confesso que teve ida e vindas, mas venci, pude fazer o meu trabalho.Agora pergunto: que diferença faz, o trabalho que faço e de escritores que residem em Kabul, Bagdá, Faixa de Gaza, que têm êxito editorial e estão na lista dos mais vendidos?